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História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo.


Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens.

Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da exportação de fumo. Nasceu, principalmente da iniciativa de Ferdinand Suerdieck, a idéia de que, além da exportação de fumo, fosse montada também a fabricação de charutos que, embora vacilante de início, foi pouco a pouco se desenvolvendo e tomando forma, chegando a constituir-se um objetivo sério na sua vida industrial, e para realização do qual, não pouparam esforços e nem mediram sacrifícios. Projeto corajoso e desassombrado, dada à existência, naquela época, de já poderosas fábricas de charutos que bem poderiam anular as primeiras tentativas dos irmãos Suerdieck. Definitivamente consumada essa idéia, August Suerdieck transferiu seu irmão para Maragojipe, onde foi instalada, finalmente, em 1905, no Armazém Caijá (Largo S. Sebastião), a primeira fabricação de charutos, contando apenas com cinco operários, e na qual o chefe era escolhedor de fumo, mestre de seção, encarregado de embalagem, enfim, tudo ao mesmo tempo. Em pouco tempo havia reais apreciadores para os charutos Suerdieck e o número de fregueses crescia cada dia. Caminhavam assim, a passos tímidos, os charutos Suerdieck, ao lado das já tão grandes e afamadas marcas da concorrência.


Dois anos depois, em 1907, a fábrica foi transferida para edifício próprio, à Rua Macedo Costa, nº 67, conhecida como Rua do Fogo, ocupando nessa época já treze operários, sob a gerência do Sr. Carl Gerles, técnico vindo da Europa especialmente para este cargo. Chegando em Maragojipe no dia 2 de maio de 1909, o Sr. Gerhard Meyer Suerdieck ficou como chefe da organização, encarregado da fábrica de Maragojipe como gerente. Em 1910, foi adquirido do Sr. Elpídio Barbosa um sobrado situado à Rua Pedra Branca (atual Fernando Suerdieck) que servia , até então, de cinema e teatro. Neste mesmo ano, deu-se a transferência da fábrica do prédio situado à Rua Macedo Costa, para o da Rua da Pedra Branca junto ao qual, em 1913, foi construído, em terreno baldio, ali existente, um prédio próprio onde foi instalada uma nova seção complementar – a Repartição de Encaixe, ampliando-se assim a fábrica. Daí em diante, com novas e adequadas instalações, apresenta-se a fábrica como um estabelecimento já organizado, tendo a seu serviço cerca de duzentos operários. Dedicou-se então, a firma, ao cultivo do fumo, em vastos campos apropriados, no que foi bem sucedido, visto ter conseguido obter as melhores e mais finas qualidades de fumo até hoje produzidas no Brasil.


Viu a firma os seus esforços coroados de êxito em 1908, quando lhe foi conferido, por ocasião da Exposição Nacional do Rio de Janeiro, UM GRANDE PRÊMIO ESPECIAL, pela cultura aperfeiçoada do fumo, o único prêmio, aliás, concedido no Brasil. Os negócios na firma expandiram-se e aumentaram rapidamente, elevando-se, naquela época, a sua exportação de fumos de qualidade a 20.000 fardos anuais, aproximadamente. Estava assim assegurada a posição da organização dos irmãos Suerdieck e firmado o seu conceito como uma das maiores firmas exportadoras de fumo Bahia-Brasil.

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