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Orun-aiyê: imagens e (re) leituras da cultura africana por meio da mitologia afro-brasileira de José Carlos Limeira e Landê Onawale

Por: Leandro Alves de Araújo

 “Cada ancião que morre na África é uma biblioteca que se perde.”
 (Hampate Bá, 1977).2
O presente trabalho insere-se na discussão sobre a essencial questão dos estudos afro-brasileiros na atualidade: quais as imagens da poética negra hoje? Quais os seus construtos contemporâneos? Quem são seus autores e autoras? E de qual cotidiano falariam? Sendo assim, tal comunicação, por meio da pesquisa e estudo de certas obras literárias que não pertencem ao cânone, e que ainda não estão incluídas no currículo escolar, tenta estabelecer uma relação com outras linguagens e figurações de sentidos revisitados em memórias, oralidade, tradições, militância e ancestralidade que se expressem em torno de aspectos étnicos e identitários.

Os anos cinqüenta do Século XX retratou, no campo da pesquisa acadêmica, o nascimento de um período especial, no que diz respeito à construção de estudos voltados para a identidade e valorização da cultura negra, principalmente dirigida às questões afro-brasileiras. Desenvolveu-se a historiografia que privilegiava a valorização dos ritos, o resgate das tradições africanas, a oralidade, as memórias e as influências do negro nos costumes brasileiros. As novas temáticas transcenderam as questões que durante muito tempo caracterizaram as concepções sobre temas afro-brasileiros, voltados exclusivamente para a construção da sociedade escravista. 

Os estudos sistematizados sobre a cultura africana, suas formas de organização social e a chegada desses costumes ao cotidiano brasileiro, revelaram a possibilidade de novas temáticas e formas de expressão para o resgate da cultura negra brasileira. A literatura brasileira debruçou-se nesta oportunidade, nascendo na Bahia uma significativa produção literária voltada para as questões e situações dos grupos raciais de origem africana no Brasil, os afro-descendentes brasileiros ou afro-brasileiros. Neste contexto nasce a sustentável produção de autores baianos dedicados ao tema em questão, tendo, como principais expoentes, nomes como Jônatas Conceição da Silva, José Carlos Limeira, Landê Onawale, Hamilton Borges, Edson Conceição e Nelson Maca. 
  
        “É, pois, nas sociedades orais que não apenas a função da memória é mais desenvolvida, mas também a ligação entre o homem e a Palavra é mais forte. Lá onde não existe a escrita, o homem está ligado à palavra que profere. Está
        comprometido por ela. Ele é a palavra, e a palavra encerra um testemunho daquilo que ele é. A própria coesão da sociedade repousa no valor e no respeito pela palavra.” (Hampate Bá, 1977). 
Conjecturar a respeito de tradições na história africana significa, a priori, falar de tradição oral. Para Hampaté nenhuma tentativa de penetrar na história e na alma dos povos africanos é válida, se não se apóia nessa herança de conhecimentos de tal espécie, transmitida pacientemente de boca a ouvido e de mestre a discípulo através dos tempos.

As formas de expressão se consolidaram como elementos característicos das resistências do negro no Brasil. A oralidade foi à primeira forma e a mais representativa ação de resistência do negro no Brasil, numa sociedade na qual lhe tomou o direito de ter conhecimento dos processos de alfabetização. Somente após a crise do modelo escravista, o negro, mesmo de forma restrita e por “viagens solitárias”, teve acesso à expressão escrita. A literatura negra brasileira passou a desempenhar a função de resistência, balanceando a conservação da cultura oral sobre a forma da palavra escrita. A literatura afro-brasileira no Brasil, principalmente a desenvolvida por autores soteropolitanos, dedicou-se ao ideal de igualdade de gêneros e respeito na expressão das suas particularidades religiosas, ultrapassando os espaços do público e privado; os espaços da casa e da rua. A literatura de Landê Onawale se configura como um dos principais exemplos dessa contínua literatura afro-brasileira na contemporaneidade, marcada como expressão dissonante e metafórica do mundo, constituída por sentimento ávidos que corroboram na captação de relatos, fragmentos e imagens do cotidiano desse mundo negro.

A virada nos estudos referentes aos relatos da importância memorial do negro na formação da cultura brasileira iniciou-se com o trabalho de Pierre Verger, fotógrafo e posteriormente escritor de obras voltadas para o rigor antropológico.  Na década de 30, o francês Pierre Verger passou dedicar a sua vida ao ofício da fotografia, viajando por diferentes partes do mundo.  A fase mais significativa do trabalho de Verger deu-se com a sua chegada ao Brasil, especificamente na Bahia, no ano de 1949, enveredando-se por um intenso estudo, com a proposta de retratar a cultura e os ritos afros, existentes no Brasil.

Os estudos de Pierre Fatumbi Verger iniciaram-se em 1948, por meio de inúmeras viagens à África Ocidental, em terras Iorubas, durante dezessete anos. A profundidade dos estudos de Verger se mostra com a sua inserção religiosa aos cultos africanos. Tornou-se babalaô em Kêtu no ano de 1950, recebendo de seu mestre Oluwo, o nome de Fatumbi, “aquele que nasceu de novo (pela graça de Ifá)”. O trabalho de Pierre Fatumbi Verger se dedicou ao conhecimento dos fundamentos históricos, mitológicos, a descrição de rituais e explicação da profunda afinidade cultural entre a África, na região do Golfo de Benin, com o Brasil, referenciando a cidade de Salvador na Bahia. 3

A obra de Verger tem como objeto de estudo e investigação relatar o culto dos orixás, deuses dos Iorubas em seus lugares de origem, na África, principalmente na Nigéria e no Novo Mundo, no Brasil e nas Antilhas. A pesquisa foi desenvolvida pelas observações que relatavam à trajetória de grupos negros arrebatados do seu meio natural e trazidos para a América, para serem a mão-de-obra explorada do sistema escravista. 4 A obra “Os Orixás”, narra com profundidade aspectos esquecidos referentes à cultura negra no cenário acadêmico. A cosmologia vergeriana dedica-se aos ritos de iniciação africana e afro-brasileira, as cerimônias, suas memórias ancestrais, aos princípios da hierarquia e perpetuação do conhecimento mediante a oralidade, bem como suas construções mitológicas e representações religiosas (Exu, Ogum, Oxossi, Ossain, Orunmilá, Oranian, Iansã, Oxum, Obá, Oxumaré, Obaluaê, Nana, Xangô, Yemanjá e Oxalá.

Os estudos históricos, sociológicos e principalmente antropológicos se aprofundaram na questão voltada para as identidades da cultura africana. Pesquisas desenvolvidas em períodos recentes acentuaram a proximidade entre Brasil e África, ressaltando a semelhança entre “costumes tradicionais dos Iorubas, (independente de religião) e as cerimônias de Candomblés Kêtu no Brasil”. 5 Observaram-se as semelhanças entre antigos hábitos, o comportamento dos adeptos das religiões de matriz africana e valores religiosos presentes tanto na África como no Brasil, a exemplo dos sentimentos de temor, profundo respeito e cuidado com a sua cultura.  

A cultura negra no Brasil, em períodos contemporâneos foi marcada pela incessante busca de reconhecimento de valores étnicos e demonstração de plena consciência das relações sociais que envolvem o negro na sociedade brasileira. A cultura negra passa a cada dia por um processo de reconhecimento conquistado por grupos comprometidos com reflexões cada vez mais amplas. Pode-se citar em relação ao reconhecimento social que:
         “Com certeza, se é verdade que qualquer atividade humana possa ser cultura, dela não o é necessariamente ou não é ainda forçosamente reconhecida como tal. Para que haja verdadeiramente cultura, não basta ser autor de práticas sociais; é preciso que essas práticas sociais tenham significado para aquele que as realiza”. 6
As reflexões do cientista social francês, Michel Certeau contribui ao entendimento de como se poderia tornar realidade à concretização e reconhecimento da cultura negra. A formação de uma cultura negra, o seu reconhecimento, não se resume na autoria de práticas sociais e a produção de bens culturais (autores de livros, depoimentos ou obras de arte). O reconhecimento da cultura negra passa por um processo de reconhecimento da sua riqueza, os próprios grupos raciais brasileiros reconhecerem a necessidade de preservação da sua cultura e desenvolver a partir desta ideologia a sua militância e atuação em diversos campos do conhecimento.

Os anos 70 representaram no Brasil, o momento de nascimento de uma consciência voltada para a reflexão do negro na sociedade brasileira. Nasce neste período uma literatura engajada, consciente, motivada pelo ideal de independência dos países africanos, que passariam a ter como língua oficial o português, ampliando as relações entre brasileiros e o continente africano. 7 O outro exemplo de inovação ocorrido nos anos 70 foi o nascimento dos Cadernos Negros, pioneiro nos movimentos de militância, consciência política, visibilidade e oportunidade de trabalho para autores negros brasileiros. 8

A década de 70 marcou o início dos escritores negros que proclamaram a sua africanidade. A cultura afro-brasileira passou a não se pautar nos modelos de cultura dominante, de uma sociedade que foi norteada pela ideologia do branqueamento. 9 Os autores desse período expressaram por meio da literatura a afirmação cultural dos grupos afro-brasileiros. Constituiu-se o ideal no qual, refletia-se “não somente o pão de comer, mas o pão de ser”. 10

O contexto abordado criou metáforas para falar do negro no cenário econômico e social, refletindo sobre longa data, quando se iniciou o processo de coisificação do escravo quando “A Princesa esqueceu-se de assinar nossas carteiras de trabalho”. 11 Relataram-se dados importantes sobre a escravidão e a situação dos escravizados, mesmo após o processo de abolição, em 1888. Tal período foi acentuadamente marcado pela retomada das idéias e, sobretudo das discussões a cerca da identidade ancestral de raízes africanas. 

Eu sou a África
uma bandeira negra
 a tremular no espaço
Eu sou a África
o esteio do Universo
e a confiança no porvir
Eu sou a terra virgem
que todos beijarão amanhã
  Eu sou a África
uma bandeira a tremular no espaço12 

A África passava a espelhar a origem, o troco ancestral que com suas profundas raízes, reafirmavam não apenas um local, mas uma história que se tentou apagar por inúmeras maneiras. A bandeira que balança os versos de Bésilva é mesma que aponta para uma identidade que foi esquecida durante séculos, como marca de uma sociedade escravista que excluiu o negro por pelo menos três séculos, de atuar efetivamente na construção da identidade brasileira. A poesia negra do Brasil contemporâneo resgatou o orgulho e as origens africanas, como forma de se definir o seu lugar de fala frente aos demais grupos raciais que constituem o povo brasileiro.

Os relatos sobre a efetivação de uma negritude ganham uma amplitude cada vez maior, principalmente pelo comprometimento de um grupo cada vez mais extenso, engajados nas lutas sociais pelo o direito de oportunidades. A África torna-se tema constante e Oliveira Silveira canta:
      Tuas tetas - vulcão,
       leite-lava,  unhas e dentes - tuas feras,
  tuas veias Zambeze, Níger, Congo,
      cascatas - gargalhadas.
      Tua savana - ventre
       e a selva - cabelos, pentelhos.
  Bem ai, mãe, eu quero me repor dentro de ti.13

Se consolida por Oliveira Silveira a proposta de uma narrativa, de uma poesia enaltecedora, resgatando a África como um local de notável exuberância natural. Inicia-se uma poesia descritiva voltada para relatar a beleza e riqueza de um continente que, com o passar dos séculos, torna-se problemático, devido às ações do colonizador. A África, durante a década de 70, a descolonização e as lutas pela independência, na concepção de Oliveira Silveira, resgataria a formosura da sua beleza original. A beleza do seu povo passa a ser valorizada e comparada ao belo continente, com olhos e dentes fortes, como a terra que resistiu ao processo de exploração.  

A identidade afro-brasileira é por vezes revisitada através da poética negra; realçando características culturais especificamente africanas como os instrumentos de percussão, os batuques, tambores e a ginga. Mas é, sobretudo, através dos ritos ancestrais que permeiam a religião do candomblé (culto de matriz africana), que os mesmos mantiveram viva e dinâmica a sua memória, concomitantemente a sua ligação com a África.

Podemos perceber tal ligação por meio do fragmento, reproduzido aqui, do poema Kalunga de Landê Onawale14:

A memória do mar me atravessa...
Está cravada em mim
Como os ferros da grande árvore inesquecível,
São meus poros,
São as voltas da muzenza contornando os cemitérios
- e, é  claro, são mistérios. 
Balança o mar...balança numa jinga interminável
Das florestas de Matamba aos serrados dos brasis.
Balança o mar...balança numa dança incansável com o futuro
(exercício da destreza necessária). 
Balança o mar...balança...
É o colo de Kayala que me embala,
São os braços de Kyanda
- onde entrego minhas forças para sair tão renovado! 

No poema citado, o poeta Landê Onawale nos apresenta, por meio das lembranças que compõem a sua memória, fotografias do seu universo sagrado - talvez mítico – comprometido com as vivências, representações e imagens que se dissipam em palavras e formam no mar um espectro cultural e identitário de um povo.

Pertence ao saudoso poeta Jônatas Conceição, a “faca afiada”, que instiga por uma militância literária e que penetra as entranhas de uma sociedade ainda racista, abrindo e demarcando espaços por uma proposta de equidade de direitos ao seu povo preto.

Segundo o poeta Jônatas Conceição (Vozes Quilombolas, 2006) "Forjado não mais para guerrear com armas bélicas, o quilombo
contemporâneo e urbano cumpre a função de, a partir de referenciais
históricos, promover um debate permanente no seio da sociedade”.

O mesmo vai pensar o conceito de Quilombo na contemporaneidade a partir de um debate discursivo travado nos mais diversos espaços da sociedade.

É de fato, tênue, a linha que separa os espaços utilizados e/ou reinventado pelos sujeitos em questão. Até que ponto a literatura negra é ficção ou a ficcionalização destes autores/sujeitos não seria real? Como pode estar completamente comprometida e vinculada a construção da identidade, nessa trama de relações subjetivas?

Trazendo tal discussão para a luz dos estudos da identidade em Stuart Hall (Da Diáspora, Identidade e Mediações Culturais/2003), o mesmo vai partir de um questionamento a cerca de que tipo de momento é este para se colocar a questão da identidade negra? Para o autor, esses momentos são sempre conjunturais. Eles têm sua especificidade histórica; e embora sempre exibam semelhanças e continuidades com outros momentos, eles nunca são os mesmos momentos.

A reinvenção desses sujeitos - poetas negros e negras - se transmite nas multiplicidades de “artimanhas” ou habilidades em dar um novo sentido, as suas práticas, as suas ações, e por fim a sua história de vida. São homens e mulheres que emprestam as suas sensibilidades para transmitirem os anseios, queixas e toda a sorte de (des) assistência que as periferias sociais da Bahia e do Brasil se encontram. São poemas que falam de verdades, da dor e do drama cotidiano a que são acometidos. Falam também das delícias e peculiaridades desses lugares. Mas há o poeta, também, que crê na força alentadora e contagiante dos seus versos para desalienar seus semelhantes do conformismo, do complexo de inferioridade, da negação de si próprio.

A liberdade e sua discussão tornam-se temas de constantes reflexões, na poesia afro-brasileira. Valorizou-se como expressão metafórica das transformações que estavam ocorrendo no Brasil e no mundo, descrevendo-se no exemplo representativo, que sintetiza a liberdade na poesia afro-brasileira como: 

Quando você  acreditar
 Que é livre e pode
     Empreender o vôo da realidade
 Procure não pensar
 Nas correntes da consciência.15

Os relatos de José Carlos Limeira revelam uma dualidade de relações que interliga dois continentes; Brasil e África. De um lado, na África reflete-se sobre as amarras da escravidão ainda existentes. As amarras africanas iniciam-se com o período da colonização, no decorrer do Século XV, se estendendo aos dias atuais, movidos pelas violentas ditaduras e regimes opressores. As semelhanças poéticas entre América e África declaram que ao longo dos anos 70 e iniciar dos anos 80, ambos os continentes estão marcados por violentas ditaduras que suprimem as liberdades individuais e coletivas.

O ideal de liberdade simboliza o vôo, a aspiração de um sonho de liberdade que se deve a todo instante resgatar os ideais políticos e sociais, com o intuito de transformar a sociedade vigente no país; transformar as heranças da escravidão e inserir o negro com oportunidades iguais. A liberdade seria a ruptura com o passado escravista que aplicou sérias penas e castigos aos grupos marginalizados afro-brasileiros, ao longo da história brasileira, por pelo menos três Séculos de escravidão efetiva, perpetuando as suas heranças, ao Brasil do tempo presente. É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

É bastante relevante discutir sobre tais sistemas, para que possamos avaliar os diversos meios de exclusão legitimados por discursos ideológicos oriundos de uma sociedade branca, racista, eurocentrica e homofóbica. Não precisa grandes análises para perceber que os negros são minorias na tradição literária do país. Quando os mesmos são retratados, são introjetados em papéis cômicos, de pouca relevância ou ainda, o que julgo pior, caricaturados de forma inferiorizantes. É fácil perceber que os autores e autoras negras no Brasil, travam uma luta desigual para fazerem ecoar as suas vozes no cenário literário e social.

A poética negra contemporânea na Bahia tem um compromisso com a valorização da cultura negra e com os valores que corroboram para afirmação das identidades negras que assumem em tempos atuais, diversas formas de expressões literárias, passando pela estética da poesia, da prosa, bem como da relação entre música e poesia através do Hip Hop. A expressão escrita e a sua relação com a oralidade negra, é uma forma de registro e resistência da cultura negra, em diferentes momentos históricos.

Destarte, percebe-se que a poética negra contemporânea situa-se no entre – lugar da realidade e da ficção. Não se trata da arte pela arte, nem de escritos evasivos ou ainda manuais de conduta cívica e moral. A literatura negra é uma arma pungente, viva, latente e denunciadora das “faltas” e das irreparações sofridas pelo povo negro. A poesia negra ficcionaliza o cotidiano desses sujeitos, aproximando-os da tênue linha divisória entre o real e o irreal. Trata-se de uma escrita comprometida com a sua verdade, a sua lógica, as suas ideologias. Não se pode fazer poesia negra de fora do gueto. Mesmo sendo preto. A literatura negra fala de um lugar específico, pois nasce em um lugar estratégico. Ainda que a mesma se propague por outros espaços – e, é essa a proposta. 

Referências
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BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
CERTEAU, Michel. A cultura no plural. São Paulo: Papirus, 1995.
CHARTIER, Roger. A história hoje: dúvidas, desafios, propostas. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro: Cpdoc/FGV, vol. 7, nº 13, 1994, p. 97-113.
COLINA, Paulo. A noite não pede licença. São Paulo: Roswitha Kempff Ed, 1988.
EL FAR, Alessandra. Páginas de Sensação: Literatura popular e pornográfica no Rio de Janeiro (1870-1824). São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p.30.
FONSECA, Maria Nazareth Soares, Literatura negra, literatura afro-brasileira: Como responder a polêmica? In: Literatura Afro-brasileira /organização Florentina Souza, Maria Nazaré Lima. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.
FOUCAULT, Michel. A ordem do Discurso. Rio de Janeiro: Edições Loyola, 2000.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. São Paulo: Editora Global, 2008
HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG: Representações da UNESCO no Brasil, 2003.
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LIMEIRA, José  Carlos & SEMOG, Éle. O arco-íris negro. Rio de Janeiro, Ed dos Autores, 1978.
OLIVEIRA, Silvera. Roteiro dos Tantãs. Porto Alegre: Edições do autor, 1981.
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SOARES, Arlete. Apresentação. In: VERGER, Pierre Fatumbi. Os Orixás. São Paulo: Editora Corrupio, 2001.
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