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Dados geográficos, políticos e demográficos de Maragogipe (Atualizado)


Bandeira de Maragogipe
O município de Maragogipe, está localizado no Estado da Bahia, na mesorregião Metropolitana de Salvador, na microrregião de Santo Antônio de Jesus. Tem data de elevação a categoria de vila, em 1725, e à categoria de cidade, em 1850.

A pessoa que nasce em Maragogipe é o maragogipano.

A letra do Hino de Maragogipe pode ser conhecida clicando AQUI, e foi criada por Flávio Lima.

Dados Político-Administrativos:
Brasão Oficial
Atual prefeito: Silvio José Santana Santos (Lista dos Prefeitos Anteriores)
Atuais vereadores: Themistocles Guerreiro (Presidente da Câmara), Sandra Lucia do Sacramento, Antonio Jorge Cerqueira Malaquias, Dércio Lima de Souza, José Maria de França, Aguinaldo Neves Barbosa, Rubens dos Santos Lameira Filho, Rosalvo Sicopira da Silva, Vera Lucia Maria dos Santos.

Para entender um pouco sobre a rica e opulente história dessa maravilhosa cidade há uma necessidade de conhecermos um pouco sobre os Dados Geográficos e Demográficos.

Dados Geográficos e Demográficos Atuais
Maragogipe está localizada no Recôncavo Sul e está a 133 km da capital baiana, Salvador e 69 km de Feira de Santana, por via rodoviária, e têm uma área aproximada de 440 km2 e está a uma altitude de 50 metros acima do nível do mar segundo o IBGE, no ano 2010 a população total era de 42.815.

Caracterização de Maragogipe



Maragogipe (Conheça o marco-zero) está localizada no Recôncavo Baiano, às margens da Baía do Iguape, ocupando um espaço territorial de 450 Km2, entre os paralelos, de 12º47’ de latitude sul e 38º56’ de longitude oeste de Greenwich. A sede municipal se encontra a uma altitude de 50 metros em relação ao nível do mar. Artesanato cerâmica utilitária, esteiras e chapéus de palha.

Principais Festas – Festa de São Bartolomeu, Burrinha, São João Pé de Serra, Carnaval dos Mascarados que é considerado Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia.

O Recôncavo Baiano é composto por 33 cidades, sendo que as cidades como Cachoeira, São Félix, Santo Amaro, Nazaré e Maragogipe tem sua história marcada desde seus primórdios. É uma região de base agrícola, principalmente, na produção de gêneros de primeira necessidade, com prioridade para a mandioca, produto-base para a farinha. Durante muito tempo teve sua produção exportada para a Capital pelas águas da Baía de Todos os Santos, que é considerada a maior do país, com destaque para o açúcar, durante o período colonial, e para o fumo, na virada do século XX, sobretudo, Cachoeira, São Félix e Maragogipe, cuja produção começou a declinar na década de 50, até a extinção total no início dos anos 90.

No final do século XX e início do século XXI, passou por uma grave crise econômica e atualmente, a região busca novas alternativas para a revitalização de sua economia, vislumbrando como uma delas o turismo, e a industria naval, com a instalação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu e a reativação do Canteiro de Obras de São Roque do Paraguaçu.


Para ter uma compreensão clara do processo de ocupação territorial, é necessário ter uma ideia do que é realmente o Recôncavo, esta área histórica conceituada por diversos pesquisadores. Grosso modo, Recôncavo significa fundo de baía, mas passou abranger as terras vizinhas adjacentes, com mangues, baixios, serras e tabuleiros.

Atualmente, a Baía de Todos os Santos, sofre um processo acelerado de poluição ambiental, que se registra em todos os níveis, desde a doméstica com os esgotos à industrial, que ocasionam a redução da piscosidade. Esse fenômeno está também presente em diversas áreas do Recôncavo, principalmente no que concerne a vertente hídrica, com os efeitos do chumbo, manganês, mercúrio, agrotóxicos, lixo e esgoto.

Limites do Município
O Município de Maragogipe se limita com Cachoeira, Baía de Todos os Santos, Saubara e Salinas da Margarida a leste; Jaquaripe e Nazaré ao sul; São Felipe a oeste e São Felix e Cachoeira ao norte.

O município de Maragogipe é formado por 06 distritos: Maragogipe (distrito-sede), Guaí, Guapira, Nagé, Coqueiros do Paraguaçu e São Roque do Paraguaçu (Conheça um pequeno histórico dessas localidades clicando nos links)

Divisas entre Maragogipe e os Distritos: 
Maragogipe e Nagé: Começa na nascente do Riacho Bacalhau, seguindo em reta até marco no lugar Viração, daí em até o marco da passagem da estrada de Maragogipe no Riacho Cachoeirinha.

Maragogipe e Guapira: Começa na nascente do Riacho Bacalhau e desce por este até sua foz no Riacho Sinunga, daí em reta até o marco da passagem da estrada de Maragogipe no Riacho Cachoeirinha.

Maragogipe e Guaí: Começa no marco da passagem da estrada Maragogipe no Riacho Cachoeirinha, e desce por este até a foz no Rio Guaí, por este abaixo até sua foz no Rio Paraguaçu.

Maragogipe entre os Distritos de Nagé e Coqueiros: Começa no Rio Paraguaçu na foz do Riacho Nagé, subindo por este até sua nascente; daí em reta até a nascente do Rio Batatan, pelo qual desce até sua foz no Rio Sinunga Maragogipe entre os Distritos de Nagé e Guapira : Começa na nascente do Riacho Papa-Gente e daí em reta até a nascente do Riacho Bacalhau.

Maragogipe entre os Distritos de Guapira e Guaí: Começa no marco da passagem da estrada de Maragogipe, no Riacho Cachoeirinha, daí em reta até a nascente do Riacho Cerqueira; desce por este até sua foz no Rio Copioba-Açu.

Maragogipe entre os Distritos de Guaí e São Roque do Paraguaçu: Começa na foz do Ribeirão do Ferreira no Rio Copioba-Açu, daí em reta até a nascente do Rio Guaí; daí por outra reta até o marco no lugar Mutuca à margem do Rio Paraguaçu.

Relevo
O relevo do Município é caracterizado pela existência de planícies (marinhas e fluviomarinhas) e tabuleiros (pré-litorâneos e interioranos). Dentre eles os acidentes geográficos encontrados em seu território, cabe destacar para as ilhas fluviais como a dos Coelhos, do Medo e dos Franceses, às praias de Enseadinha, em São Roque do Paraguaçu, Ponta de Souza em Nagé, Coqueiros e Barra do Paraguaçu.

Clima
O clima do Município é do tipo úmido e sub-úmido, apresentando temperatura média anual de aproximadamente 25,4ºC, oscilando entre a máxima de 31ºC.

As precipitações pluviométricas registradas em série histórica apresenta uma amplitude variável entre 1.000 e 1.800 mm. O período chuvoso ocorre entre os meses de abril e junho, não existindo, entretanto, risco de seca.

Pedologia
O solo é composto por Podzólico Vermelho-amarelo, Brunizen avermelhado, Halomóficos indiscriminados de mangue; Latossolos Vermelho-amarelos álicos de textura variada e areias quartzosas depositadas durante o período Quartenário.

Os processos morfodinâmicos atuantes em geral estão relacionados à infiltração de águas. O escoamento superficial difuso é notório sobre as áreas planas e fitoestabilizadas, caracterizando um ambiente com tendência a instabilidade. Nestas áreas observamos manguezais de grande porte a extensão, o que propicia às águas deste estuário uma grande produtividade primária. 

Hidrografia


A malha hidrográfica está vinculada à Baía do Iguape onde percebemos o Rio Paraguaçu, principal rio que banha o município de um lado e o Rio Guaí do outro, formando assim essa Baía rica é majestosa, cheia de história antes de desaguar na Baía de Todos os Santos. Também se integram a essa malha vários rios menores (Rio Batatã, Rio Cerqueira, Rio Inhauma, Rio do Navio, Rio Alemão e outros)

Vegetação
Existe uma grande quantidade de ecossistemas com a predominância das seguintes formações vegetais: Floresta ombrófila densa, Floresta estacional semidecidual, Formações pioneiras com influência fluviomarinha – mangue arbórea.

Os mangues são típicos das zonas tropicais e se constituem em um dos ecossistemas de maior produtividade. São resultantes de processos de acumulação fluviomarinha e localizam-se geralmente nos deltas dos rios.

Os mangues são presentes próximos ao estuário do Rio Paraguaçu são hospedeiros de uma fauna rica, povoados principalmente por moluscos e crustáceos. São formações pioneiras que predominam em áreas pedologicamente instáveis, em função da deposição constante de areia do mar e do rejuvenescimento do solo ribeirinho com deposições aluviais e lacustres. Nos médio e baixo trechos da Bacia do Rio Paraguaçu, este tipo de formação ocorre em áreas de influência fluviomarinha (manguezal arbóreo). Nas áreas com influência marinha encontra-se espécies como o Mangue Vermelho (Rhizophora mangle), predominante na região, e nas comunidades aluviais a vegetação se constitui de espécies paludícolas e psamófilas e por palmeiras de áreas alagadiças.

As áreas que margeiam a Baía do Iguape e o estuário do Rio Paraguaçu sofrem constante influência das marés (cunha salina) e abrigam os manguezais , ecossistemas desenvolvidos nestas áreas de transição entre os meios terrestre, fluvial e marítimo. A diversidade de espécies vegetais desse tipo de ecossistema é pequena, e as existentes desenvolveram sistemas peculiares de adaptação para sua sobrevivência nestes meios salobrosos.

A vegetação do manguezal se constitui basicamente de 3 espécies: O Mangue Vermelho (Rhizophora mangle) se desenvolve em águas mais salgadas e possui uma profusão de raízes que apresentam pequenos orifícios (lenticelas) por onde as plantas respiram; o Mangue Preto ou Saraíba (Avicennia shaueriana) se desenvolve onde a lama é mais firme, com menos oxigênio, fazendo com que suas raízes cresçam para fora em busca de ar; e o Mangue Branco (Laguncularia racemosa) se desenvolve em terrenos mais arenosos, próximos à terra firme. Em alguns locais pode ocorrer também o Mangue de Botão (Conocarpus e Acrostichum aureum).

Os manguezais são hospedeiros de uma fauna rica, povoados principalmente por moluscos e crustáceos. Este tipo de vegetação é de fundamental importância, tanto biológica quanto social.

Os manguezais são ecossistema vital para o equilíbrio ecológico da zona costeira, por serem ricos em nutrientes.

É lá que a vida marinha se alimenta e se reproduz, e onde muitas espécies de aves encontram alimentos em abundância e refúgio natural para se reproduzirem. Toda essa riqueza favorece a piscosidade dos recursos hídricos da região, garantindo também a sobrevivência de muitas colônias de pescadores e comunidades ribeirinhas. Do mangue depende mais de 70% (setenta por cento) da população do município, direta ou indiretamente.

Maragogipe está contida na Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape – RESEX. e na APA – Área de Proteção Ambiental da Baia de Todos os Santos

Obs: Se for encontrado algum erro ou informação desatualizada, favor comunicar a central do Blog.

Fonte:
Site do IBGE Cidades
Fotos do IBAMA
Carlinhos de Tote, "Trajetória", pg 92 - Grafica Oxum Ltda, Salvador-BA
SÁ, Osvaldo; "Histórias Menores", volume I, II e III
SÁ, Fernando; "Maragogipe no Tempo e no Espaço", Volume Único, 2000

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